A Inteligência Artificial já consegue ajudá-lo a criar uma startup, mas será que essa startup faz sentido?

Durante anos, transformar uma ideia num negócio exigia equipas técnicas, investimentos elevados e meses de desenvolvimento. Hoje, a Inteligência Artificial (IA) reduziu muitas dessas barreiras e, quando construir deixa de ser o problema, surge uma nova oportunidade: perceber se aquilo que estamos a desenvolver responde, de facto, a uma necessidade real.

É precisamente desta reflexão que nasce o livro Como criar uma startup em 30 dias com IA, da autoria de Joaquim Nascimento e Joaquim Costa, dois membros da comunidade do espaço de coworking do UAlg Tec Campus.

Mais do que um manual sobre ferramentas de IA, a obra propõe um método para ajudar empreendedores a tomar melhores decisões, numa altura em que criar um produto nunca foi tão fácil.

A IA acelera, mas não substitui o mercado

Segundo os autores, a IA veio transformar profundamente a forma como se desenvolvem novos negócios. Atualmente, é possível realizar pesquisas de mercado, construir um protótipo, criar uma landing page ou automatizar processos em poucos dias e com custos reduzidos. No entanto, essa rapidez pode tornar-se uma armadilha.

“A IA tornou barato testar. Isso só é uma vantagem para quem sabe o que está a testar e que resultado o faria mudar de ideias”, explicam. Na perspetiva dos autores, um dos erros mais comuns passa, precisamente, por utilizar a IA para validar uma ideia, ao invés de a confrontar com pessoas reais. 

É certo que as ferramentas conseguem gerar análises consistentes e respostas convincentes, mas continuam sem responder à pergunta mais importante, há alguém disposto a pagar por esta solução?

Os desafios mudaram, os princípios continuam os mesmos

Apesar da evolução tecnológica, Joaquim Nascimento e Joaquim Costa defendem que os maiores desafios do empreendedorismo continuam longe da componente técnica.

Falar com clientes, interpretar corretamente os dados, distinguir métricas relevantes de indicadores de vaidade e tomar decisões no momento certo, continuam a ser competências essenciais para qualquer fundador. A estas junta-se, agora, um novo desafio: saber filtrar a enorme quantidade de informação que a IA consegue produzir.

Para os autores, o futuro passará inevitavelmente por startups capazes de recorrer à IA para acelerar processos e reduzir custos. Ainda assim, acreditam que haverá aspetos que continuarão a depender exclusivamente das pessoas, como, compreender os clientes, definir prioridades e decidir o que vale, ou não, a pena construir.

Validar primeiro. Construir depois.

Quando questionados sobre a principal ideia que gostariam que os leitores, e especialmente os empreendedores mais jovens, retirassem do livro, a resposta foi  imediata. “Valida primeiro, constrói depois.”, referiram os dois autores.

Num contexto em que a IA permite desenvolver produtos em tempo recorde, o verdadeiro fator diferenciador deixa de ser a velocidade de execução e passa a ser a capacidade de validar uma ideia antes de investir tempo e recursos no seu desenvolvimento, até porque, como defendem Joaquim Nascimento e Joaquim Costa, a IA pode oferecer velocidade, mas continua a ser o método, o contacto com clientes reais e a tomada de decisões informadas, que determinam se uma ideia tem potencial para se transformar num negócio sustentável.

Caso queira saber mais sobre o projeto e lançamento do livro poderá consultar toda a informação em https://startup30dias.com/. 

O livro Como criar uma startup em 30 dias com IA encontra-se disponível para aquisição em https://inteligenciaartificialhoje.pt/produto/livro-como-usar-a-ia-para-criar-uma-startup-em-30-dias/. 

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